Não me importa a palavra , esta corriqueira.
Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe,
os sítios escuros onde nasce o "de", o "aliás",
o "o", o "porém" e o "que", esta incompreensível
muleta que me apoia.
Quem entender a linguagem entende Deus
cujo Filho é Verbo. Morre quem entender.
A palvra é disfarce de uma coisa mais grave, surda-muda,
foi inventada para ser calada.
Em momentos de graça, infrequentíssimos,
se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão.
Puro susto e terror.
Quem sou eu
- Brisa Aziz
- "...Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente. Uma parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem. Traduzir-se uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte - será arte?" (Ferreira Gullar)- Sou uma jovem mãe apaixonada pelos filhotes (que, de fato, são lindos, gostosos, alto astral, chameguentos, fofos, cheirosos, espertos, etc),professora, que faz som (na MANZUÁ, uma banda aqui do interior da Bahia), que luta veementemente contra a balança (na verdade, podia ser com mais veemência rsrs), que adora rir (muito, de preferência, e das coisas mais bobas possíveis), que gosta muito de gente, que gosta muito também de silêncio... tá bom, ou quer mais?
terça-feira, 21 de julho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
1 comentários:
Agradeço a você todos os dias, xará, por ter me mostrado a poesia de Adélia Prado.
Ultimamente me encontro devorando tudo escrito por ela e me deliciando cada vez mais.
Deixo outro dizer, para não fugir do tema "adeliano":
[Psicórdica]
vamos dormir juntos, meu bem,
sem sérias patologias.
meu amor este ar tristonho
que eu faço pra te afligir,
um par de fronhas antigas
onde eu bordei nossos nomes
com ponto cheio de suspiros.
Adélia Prado
----
Um abraço grande para abarcar você e Mither e um beijo estalado no lindo Rudah.
Postar um comentário